O trabalhador comum brasileiro, independentemente da classe social a que pertença, vai trabalhar com seus próprios meios. Paga o seu combustível, o seu ônibus ou simplesmente vai caminhando. De qualquer maneira, precisa estar na empresa no horário, conforme seu contrato. Mas criou-se no país uma regra esquisita, sem conexão coma lógica, que servidores públicos de “alto coturno” podem contar com o dinheiro público para se deslocar ao local de trabalho. Sejam carros oficiais, alguns com motoristas, seja com a verba para combustível.
Esse é apenas um dos penduricalhos daqueles servidores que estão ultrapassando o teto constitucional, salário de ministro do Supremo. Ou seja, o povo paga para ele se deslocar até o trabalho. Agora se discute a limitação desses penduricalhos, mas sem levar a fundo a questão lógica da existência deles.
A discussão limita-se a não ultrapassar o teto constitucional, enquanto o que deveria estar em debate era a existência desses benefícios. Além de muitos outros, que na vida normal, seja o empregado ou o próprio empresário tira do seu próprio bolso para se alimentar ou viajar.