A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na quarta-feira, 24, o resultado de uma análise realizada em 41 suplementos alimentares de creatina disponíveis no mercado brasileiro (veja a lista abaixo). As principais irregularidades estão relacionadas à rotulagem.
A avaliação verificou a regularidade dos produtos em três pontos específicos: teor de creatina, adequação da rotulagem e presença de matérias estranhas. O único produto com resultado satisfatório em todas as análises foi o Creatine Monohydrate – 100% Pure, da marca Atlhetica Nutrition.
Quanto ao teor de creatina, apenas um dos 41 produtos analisados estava abaixo do previsto no regulamento de suplementos. As normas estabelecem que a quantidade do nutriente não deve variar mais de 20% em relação ao valor informado no rótulo, além de exigir que o produto contenha, no mínimo, 3.000 mg de creatina.
Já em relação à rotulagem, 40 dos 41 produtos tinham algum tipo de falha. Entre os principais problemas, os avaliadores identificaram alegações não autorizadas sobre os efeitos do produto, inclusive com informações incorretas em língua estrangeira, e tabela de informação nutricional fora do padrão.
Também foram identificados rótulos com imagens ou expressões que podem induzir o consumidor ao erro e, em alguns casos, faltavam informações básicas, como a frequência de consumo recomendada, o número de porções por embalagem e as quantidades de açúcares totais e adicionados.
A Anvisa, no entanto, destaca que os erros encontrados não representam risco à saúde, mas as empresas devem se adequar à Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 843/2024 e à Instrução Normativa (IN) 281/2024.
A análise da presença de matérias estranhas nos produtos não detectou nenhuma inconformidade. Todas as marcas tiveram resultados satisfatórios.
O estudo considerou embalagens de 300 gramas de creatina – formato mais comum entre os consumidores – das marcas mais vendidas no mercado nacional. A coleta das amostras ocorreu no segundo semestre de 2024, diretamente das empresas fabricantes e no comércio varejista.
As análises foram conduzidas pelo laboratório do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Foto: Reprodução.
