Jaguar, cartunista e um dos fundadores do semanário O Pasquim, morreu aos 93 anos de idade no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela viúva, Celia Regina Pierantoni, na tarde deste domingo (24).
Um marco na carreira de Jaguar, assim como na de outros cartunistas brasileiros, o semanário O Pasquim foi fundado em junho de 1969, durante um dos períodos mais difíceis da ditadura militar. Vale lembrar que o Ato Institucional Número 5 havia sido decretado por Costa e Silva no ano anterior.
“A fundação de O Pasquim logo depois do AI-5 foi uma coisa inteligentíssima, né? [Risos]. Um grupo de pessoas consideradas de um certo QI, esperou o AI-5 pra abrir um jornal pra falar mal do Governo! Foi uma ideia brilhante! [Risos] Deu tanto resultado que, seis meses depois, 80% da redação estava em cana”, ironizava.
“A democracia é péssima para esse tipo de publicação. A gente esculhambava o Governo. E só a gente, né? A chamada imprensa nanica. Depois que todo mundo pode esculhambar o Governo, virou zona. A democracia é a pior coisa para um jornal de humor e de sátira, do ponto de vista econômico”, analisava Jaguar. (Estadão Conteúdo)
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