Os desafios estratégicos que o país enfrentará a curtíssimo prazo – do envelhecimento populacional à transição energética, passando pela importância de se tornar capaz de processar os minerais críticos que abriga em seu subsolo – seguem à margem do debate eleitoral. Para a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia, os recentes escândalos e as disputas pessoais aprofundam o esvaziamento das discussões de temas vitais para os rumos nacionais.
Segundo ela, isso acaba deixando em segundo plano itens como ciência, transição energética e a necessidade de se preparar para cenários adversos, incluindo uma iminente crise sanitária. Para ela, eleitores e candidatos parecem ter sido empurrados para uma falsa dicotomia: a ideia errônea de que é preciso escolher entre passar as instituições a limpo ou discutir e planejar o futuro do país. “O país acaba sendo obrigado a escolher entre discutir a integridade das instituições ou o projeto de desenvolvimento, quando as duas coisas fazem parte de uma mesma agenda”, defendeu Francilene.
Foto – Valter Campanato/ABr
