Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, se encontram nesta quinta-feira em Washington para discutir uma série de temas, a maior parte sobre economia. Mas o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado também estará na pauta. A organização criminosa brasileira PCC (originalmente de São Paulo, Primeiro Comando da Capital) cresceu tanto que já tem “área” de máfia e os estadunidenses querem classifica-la como organização terrorista. A verdade é que os tentáculos do PCC já mudaram até as rotas do tráfico internacional de alguns tipos de drogas.
O poder público brasileiro tem se mostrado incapaz de deter o PCC – e outras organizações criminosas já estão crescendo – a ponto do crime organizado conseguir administrar diversas atividades, mesmo dentro da cadeia e movimentar capitais na Bolsa de Valores de São Paulo. Esse potencial financeiro os credencia a realizar ações até mesmo fora do país.
Esse é o ponto que não é simples nessa conversa entre Trump e Lula. A classificação do PCC como entidade terrorista abriria a janela para a intromissão de forças externas dentro do país.