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Divisão sem fim

O Brasil tornou-se um país absolutamente dividido. As eleições do próximo domingo não tem resultado previsível nem para presidente, nem para Governador do Paraná. Nenhum dos dois lados parecem dispostos a ceder um pouco que seja. Tudo indica que caminhamos para confrontos contínuo na sociedade pela forma de administrar o bem público. Os próprios projetos de governo passam por essa divisão, uma vez que eles contemplam mais os costumes de cada lado do que o lado prático dos governos.

Mas o pior aconteceu: responsável por mediar esses conflitos, o Judiciário também tornou-se dividido. O Supremo Tribunal Federal que era responsável por dar a decisão final das disputas, tornou-se palco de decisões contraditórias de um ministro para outro.

Hoje percebemos nitidamente que o STF tem dois grupos. E cada grupo tem dado uma decisão contrária ao outro. Essas ações deixam o país em suspense, sem saber o que é legal ou ilegal a cada momento. Não se questiona o saber jurídico dos nossos ministros, que parecem conhecer profundamente as leis, no entanto, eles vêm sendo influenciados pelos seus posicionamentos políticos.