O governo prepara um Projeto de Lei para regular as redes sociais no Brasil. Se em um primeiro momento, o foco da proposta era o combate à fake news, o Ministério da Justiça está mudando a estratégia para conseguir a adesão de pelo menos parte da oposição que gritava pela “liberdade de expressão”. O foco desse projeto é a proteção à criança e ao adolescente. Ou seja, as plataformas que não adotarem medidas para proteger o público infanto-juvenil poderão sair do ar no Brasil.
As fake news têm realizado verdadeiros estragos no Brasil, dando espaço para gente que quer “causar”, obter audiência não importa como, promovendo a desinformação com a disseminação de informações falsas e sem procedência. Mas parte dos deputados são justamente os que se beneficiaram desse formato das redes sociais – influencers e youtubers que conquistam público com o sensacionalismo.
Mas a proteção à criança já é um começo para que as plataformas comecem a jogar dentro das regras de uma sociedade civilizada. Na era analógica, as publicações não tinham a liberdade de publicar o que quisesse e respondiam judicialmente pelos seus conteúdos.