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Poderes não tão separados

O princípio da Constituição Brasileira prevê a separação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciária. Essa separação teria o objetivo de uma fiscalização multa para evitar os excessos de cada um. Porém, na prática, nada disso parece estar valendo na nossa política atual. Executivo e legislativo andam de mãos dadas porque um depende do outro para a liberação de verbas e a aprovação das matérias do Executivo da ocasião. O Judiciário, que em tese deveria se ocupar da rigorosa aplicação da lei, acaba funcionando ultimamente de Legislativo.

Toda essa confusão tem se refletido nos sucessivos escândalos envolvendo personagens dos Três Poderes. É um reflexo da corrupção institucionalizada no país. Desde a ditadura militar a corrupção se instalou como uma espécie de combustível para a definição e execução de obras, passando a imagem, para a população de uma corrupção generalizada.

É óbvio que toda a generalização é burra. A questão é como se combate a corrupção no país. As medidas gerais têm pouco efeito prático. Como se trata de crime, é fundamental personalizar e punir cada agente público que se corrompe.