Se as ideias jurídicas do velho continente viessem ao Brasil?
As penas perpétuas poderiam ser implementadas, a pena de morte dificilmente, pois é minoria por lá.
Seria revogado o parlamentarismo à brasileira, com emendas bilionárias secretas e todo tipo de negociatas que se tornou o legislativo, um quase executivo pelo orçamento que passou, recentemente, a administrar, sem freios ou limites.
Talvez não existisse uma Corte Constitucional, a exemplo da Suíça cujas decisões importantes passam por referendo popular.
Ou um Tribunal Constitucional do tipo português que não é vitalício, mas temporário e rotativo, como vários países europeus, cujos juízes são investidos para períodos de 9 a 12 anos.
Percebe-se a falência da vitaliciedade nos E.U.A com uma Corte Suprema que revogou direitos sociais que estavam vigentes há mais de 50 anos.
Ministros do judiciário não poderiam dar entrevistas, haveria sindicatos que representariam esses trabalhadores, como em Portugal e outros países.
Faríamos uma comunidade da América do Sul de nações, teríamos a bomba atômica, iríamos para a Lua e para Marte.
Falaríamos vários idiomas.
Seríamos contrários aos imigrantes?
Teríamos os melhores craques do mundo, em nosso futebol.
A educação seria de alto nível, como em França e Alemanha.
Ficaríamos escandalizados com a corrupção e a violência urbana.
Teríamos muito mais livrarias e centenas de museus, deixaríamos de tomar vários banhos ao dia, como alguns países daquele bloco?
O não seria não, e o sim seria sim?
Nossa comida mudaria de sabor? Comeríamos como os italianos ou como os franceses? A caipirinha seria a base de vinho?
Teríamos trens, metrôs e ciclovias em todas as cidades.
Por: Claudio Henrique de Castro – Doutor em Direito (UFSC) e Professor no Curso de Direito da Universidade Tuiuti do Paraná
