O presidente do STF, Edson Fachin, tentou uma medida desesperada de moralizar ou pelo menos acalmar a pressão sobre a Suprema Corte brasileira. Anulou as decisões polêmicas dos ministros sobre o afastamento do chefe da Polícia Federal e tirou das mãos de Alexandre de Moraes o tal do inquérito das fake news e assumiu ele próprio a relatório. Essa investigação dava poderes extras ao ministro Moraes, uma vez que o inquérito é muito vago e permite a investigação sobre todos que alguma vez mentiram na internet.
Essa tentativa de moralização vem de forma tardia, uma vez que estamos há um mês das eleições. Ou seja, daqui para frente, o ambiente tende a ser mais hostil para todos os grupos da política. Além disso, as providências contra as fraudes do banqueiro Daniel Vorcaro se arrastaram por muito tempo, sem que a Justiça chama-se a responsabilidade todos os envolvidos.
Além de todos esses ingredientes, a máscara do STF caiu. Não há mais como negar que alguns ministros tiveram atitudes de risco (para dizer o mínimo). O Judiciário precisa ser o ponto de equilíbrio da nossa democracia. Não há espaço para falhas.